Produtores rurais cobram mais agilidade em processos ambientais

 

O descaso do governo estadual frente à classe produtora rural marcou a reunião da Associação dos Sindicatos Ruralistas do Oeste de Minas (ASROM), realizada nesta sexta-feira (03/06), em Pompéu. Convidada a participar do encontro para debater as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais do município e região em relação ao licenciamento ambiental, a Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) não compareceu ao evento.  O órgão estadual que chegou a confirmar participação no encontro por meio de um representante, apresentaria uma  palestra sobre licenciamento para irrigação, grande demanda dos produtores rurais.

Desde 2012, dezenas de processos ambientais em tramitação na Supram – Regional Divinópolis, aguardam encaminhamento. A situação tem prejudicado gravemente a atividade produtiva. Entre os que aguardam outorga de água por exemplo, está a Cooperativa Agropecuária de Pompéu (COOPEL), que tem como atividade principal o recebimento e resfriamento de leite adquirido de seus associados e vendido à Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR-Itambé). Hoje a Coopel conta com 1540 associados sendo 230 fornecedores de leite e recebe, em média, 135.000 litros/dia.

Autoridades políticas participaram do encontro e ouviram as demandas apresentadas pelos representantes dos sindicatos ruralistas de várias cidades. Eles receberam uma lista com mais de 40 processos ambientais paralisados na Supram e cobram agilidade na análise dos documentos que não receberam qualquer parecer até o momento.

O deputado federal Domingos Sávio e o deputado estadual Fabiano Tolentino confirmaram apoio no sentido de defender os interesses da classe rural dentro das comissões de Agropecuária na Assembleia de Minas e no Congresso. A intenção é cobrar a securitização e a implantação efetiva do plano safra.

O assessor especial da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Marcos Abreu e Silva falou, durante o encontro sobre os reflexos da crise política nacional para o setor agropecuário. “Vimos um governo que perdeu a condição de governar e que agora, começa a se reorganiza e mudar de direção. Nesses 77 anos de vida nunca vi um cenário tão triste, de desorganização econômica” declarou Marcos Abreu.  O assessor não deu boas expectativas quanto ao atendimento da demanda ruralista junto à  CEMIG, mesmo com a cobrança frequente da federação junto à concessionária. “As dificuldades de investimentos, reflexos da crise, inviabilizam normalizar o atendimento da demanda” afirma.

Quanto ao crédito rural, o representante da FAEMG destacou a medida provisória 707, com boas perspectivas de possibilitar a negociação de dívida rural. “Há condições de repactuação para qualquer produtor rural que tenha dívidas em bancos de modo geral. Não há condições de resolver na individualidade, mas o produtor deve recorrer via judicial e buscar o equilíbrio contratual” apontou Marcos Abreu.

A reunião da ASROM foi realizada na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Pompéu.P6031082P6031072

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